3.4.08

Há algo dentro em mim
E não consigo fazer sair
Faz o tempo rastejar
Me impede de sorrir

Olho para a rua
Lá eu me vejo
Andando entre as poças
Sufocando meu desejo

Minhas lágrimas inundam a cidade
Minha escuridão encobre o céu
A agua molha meu corpo
Fico envolta num gelado véu

O vazio preso em meu peito
É o vácuo que invade o universo
Meus pés estão gelados
Meu pensamento, submerso

Todos consultam a meteorologia
Então sabem como me sinto
Nublada, sujeita a chuvas, trovoadas
Por período indefinido

(meio sem unidade, mas gostei das imagens)

2 comentários:

Thiago disse...

Mari, eu sou fã das suas poesias, não canso de falar!

Essa entrou pro meu top poemas Mari.

Posso postar no meu? Dando créditos e o link pra cá?

Tb estou numa fase nublada, sujeito a chuvas e trovoadas no fim do dia por período indefinido hehe.

Bjão

Bibs ° disse...

Tempos que não passo por aqui!

Mas, cada vez que passo me surpreendo. Você escreve muito. Já disse isso, né?!

Muito bom ir imaginando cada cena, e tentando entender o que trás cada entrelinha.

Meio coisa de filme, sacas? Que você vê a cena, as cores, sente a chuva e fica se perguntando o pq disso. Buscando uma forma de tentar ajudar.

Foi assim que me senti. É assim que me sinto com a maioria dos seus poemas.

Mais uma vez, parabéns, Mary!